estupro

O ano é 2016, mas bem que poderia ser 1816, 416 A.C.. Não, a idade média, antiga, passaram, mas a cabeça do animal inexistente nos catálogos mais completos não tem como ser estudada. Aliás, me sentiria deveras afrontado se fosse uma barata, por exemplo, e tivesse a ciência que fui comparada a alguém do nível de estupradores de qualquer natureza, sob qualquer ótica. Estupro em massa, estupro de menina bêbada, estupro de homem(acontece tá?), estuprador é um ser detestável e sem qualquer classificação social.

Mas o que indigna mais, muito mais, são os “normais” culpabilizarem a vítima, por algum aspecto. Gente, vamos entender usando a situação mais repudiável possível no seu conceito social...A mulher sai de casa, vai pra um baile funk e, sem calcinha, transa com 10. Naquele momento, ela está consentindo o sexo com 10. De maneira não muito aceita pela sociedade, se fazendo inerente aos riscos da prática, mas está CONSENTINDO! Alguma dúvida?

Senão, vai ser assim: O idiota contrata uma profissional, uma as acompanhante de luxo de Brasília ou qualquer e, chegando lá ele faz o que bem entende com a moça, viola as regras, por ela estabelecida, digamos que até pague e, vai embora. A sociedade vai falar assim, oh: “ah, mas ela é uma vadia mesmo, está sujeita a essas coisas”. É nesse momento que os limites foram para a casa do caralho! A profissional do sexo não é desmerecedora de respeito, dignidade. Não deve ser violentada nem fisicamente, tampouco ideologicamente. Essa história de “seu corpo, suas regras” deve realmente ser aplicada para todos.

As práticas irracionais acontecem na sociedade atual ou antiga por questões muito simples. O discurso de jamais culpar o individuo prejudica as atitudes contrárias à barbárie. De que forma? Fácil! Quando um pilantra diz: “ah, mas ele roubou porque não teve oportunidade” ou “ele estuprou porque todo homem se comporta dessa maneira” nós, como membros da sociedade, nos sentimos afrontados em toda nossa natureza. NÃO, nenhum pai normal, manda o filho estuprar com mais 20 amigos traficantes, nenhuma menina de 16, 20, 30 ou seja qual a idade for!

É preciso entender que pessoa assim não tem como circular, não de maneira convencional. A castração química é sim uma possibilidade e deve ser pensada para estupradores. Da mesma maneira, é preciso que a polícia se capacite para entender que a mulher JAMAIS será agente potencializadora dos casos. Estupro é culpa única e exclusiva de quem o faz. Ficou claro ou é preciso que desenhemos algo parecido com o vídeo que foi postado?

Aliás, esse é o outro tema importante. A certeza da impunidade é tão grande que as pessoas ficam bastante leves e calmas para postar o resultado da barbárie como se não tivesse nada que os pudesse frear. Bem como as evoluções na apuração de crimes com políticos e pessoas poderosas, é importante que demos passos rumo ao pensamento de igualdade TOTAL dos gêneros. Mas definitivamente, estuprador não é classificável, ok?