mulher prostituta

Em vigor desde o mês de julho de 2017 um cadastramento que obriga a todas as profissionais do sexo, na Alemanha, a andarem com suas carteirinhas de cadastramento como trabalhadoras dessa área de atuação. O "passaporte de puta" como elas mesmo chama está causando controvérsia por lá, pois muitas meninas têm medo de que seus dados caiam em mãos erradas ou mesmo que suas ocupações sejam expostas de uma maneira que elas nunca desejaram. Isso acontece pois elas são obrigadas a andae com suas carteirinhas o que cria uma espécie de crivo, e que rotula. Muitas meninas novas que, usam a prostituição como ferramenta para bancar seus estudos, temem que isso possa atrapalhar suas carrerias futuras, já que muitas não têm nenhuma intenção de tornar isso público.

O governo Alemão fala sobre o tema como se fosse apenas e tão somente para a segurança das profssionais e que isso evitaria problemas como o tráfico internacional de mulheres, já que o controle pode ser feito de maneira mais eficaz. Entretanto, elas continuam com medo de todo esse processo. Outro receio das mulheres de lá é que isso seja uma "legalização" prejudicional e que pode tornar a exploração sexual algo insticionalizado, hajavista que quem obriga as mulheres a tantas degradações, também vai as obrigar a ter uma carteirinha dizendo que o estado está ciente de suas condições. Isso tende a ser um problema. Além disso tudo, o estado Alemão não conseguiu cadastrar a maioria das mulheres por não está conseguindo arcar minimamente com as suas prórprias exigências. Isso nos faz refletir sobre o tema. Se na Alemanha, país com tanta eficiência por parte do estado que não gosta de intervir em suas convicções, como seria essa questão no Brasil?

Melhoria das condições para muitas profissionais é necessidade imediata

Se por um lado existem as mulheres que estão conseguindo seus objetivos com suas carreiras no sexo, aqui no Brasil, como é o caso da maioria das acompanhantes de Brasília, há uma parcela muito grande de mulheres que enfrenta situações degradantes e se expõem a riscos intermináveis ao trabalhar com sexo, principalmente no norte e nordeste do país. Se algo fosse implantado no país, haveria um mínimo de possibilidade para essas mais expostas, mas poderia causar o mesmo drama das alemãs.

Afinal, por mais evolutivo que sejam os tempos em materia de aceitação das diferenças, ainda são muitas as barreiras no país quanto ao que não é visto com bons olhos pela maioria da sociedade. A prostituição sempre vai ser discriminada e não há nenhum interesse por parte da imensa maioria das mulheres que isso venha a ser exposto pela sociedade e os motivos são incrivelmente parecidos com as discuções em solo alemão. Isso mostra o quanto o mundo, que historicamente usa os serviços sexuais de mulheres, ainda é carrasco o quanto sua moralidade desmoralizante.

A sociedade brasileira iria aceitar esse debate? Iriam acontecer melhorias na vida dessas profissionais, principalmente as acompanhante de luxo? Acreditamos que tudo que venha para somar seja interessante, principalmente no seja para melhorar a vida de cada menina, mas que o Brasil ache uma forma de protegê-las sobretudo!